quinta-feira, 11 de junho de 2015

Reportagem na TVI

Para todos aqueles que não tiveram a oportunidade de ver em directo, aqui fica o registo das minhas declarações à TVI, por ocasião do Conselho Nacional da Juventude em Lamego.

A interioridade e a emancipação dos jovens são dois temas que me são bastante caros. Devemos primar pela participação cívica e política dos jovens, em especial dos que provêm de zonas de baixa densidade populacional.

O Interior tem potencial! Aproveitá-lo é missão de todos nós!

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Sporting: o Esforço para se chegar à Glória

O Sporting conquistou no passado Domingo, a sua 16ª Taça de Portugal ao vencer o Sporting de Braga, na conversão das grandes penalidades, depois de um empate a duas bolas no tempo regulamentar. Este não foi um jogo típico, como poderemos ver.

O jogo começa com um erro de arbitragem que logo aos 4 minutos poupa um cartão amarelo a Pardo pela entrada sobre Nani. Embora o lance ocorra numa fase inicial do jogo, a jogada deveria ser punida. Passado relativamente pouco tempo, o Braga desempata a partida num contra-ataque rápido, que resulta na expulsão de Cedric. O defesa-direito do Sporting comete um erro no início da jogada e só trava a conclusão dela já na grande área, onde derruba Djavan. Éder, chamado a converter, não falha e faz o primeiro para os Arsenalistas. O Sporting entrava com o pé esquerdo…
Aos 21 minutos, novo erro da equipa de arbitragem ao não sancionar uma falta gravíssima de Ruben Micael sobre William Carvalho. Tendo em conta a enorme proximidade do árbitro neste lance não se percebe que não haja nenhum cartão, sendo que o amarelo talvez parecesse pouco. O jogo continuava tenso e com maior superioridade dos homens de Braga. Aos 25 minutos, na sequência de um canto favorável ao Sporting, os arsenalistas recuperam a posse de bola e iniciam um contra-ataque muito rápido onde, mais uma vez, volta a estar em destaque um defesa direito «leonino». Miguel Lopes (recém-entrado) dá a posse de barato e Rafa concretiza fixando o resultado que se manteria até ao intervalo. 2-0 no Jamor, os adeptos braguistas fazem a festa!

Na segunda parte, o Braga entrou bem, querendo desde logo assumir a partida. O Sporting corria atrás do resultado e necessitava de uma réstia de esperança para se manter na corrida pela Taça. Entretanto começou a manifestar-se o aspecto mais negro desta Final, na minha opinião: o anti-fair play dos Arsenalistas foi de bradar aos céus. Por inúmeras vezes, jogadores do Sporting de Braga pararam o jogo de propósito por suspeitas de «lesões» que, de forma bastante óbvia, se revelavam inexistentes segundos depois. A repetição e frequência destes actos merece, de forma preventiva e urgente, novo tratamento dos regulamentos do desporto-rei, já que se prima e se premeia quem gasta tempo em prol de quem quer jogar.
No entanto, o Sporting não baixou os braços e, ao minuto 84, gelou o Jamor quando Islam Slimani faz o primeiro golo para os «leões». Os adeptos bracarenses deixaram de se ouvir e acendeu-se a chama dos corações leoninos que nunca deixaram de apoiar os seus jogadores. O público continuava a acreditar e a transmitir força para dentro de campo, força esta que aos 92 minutos se revelou exponencial. Numa jogada com uma pitada de sorte, Freddy Montero coloca a bola dentro da baliza e leva o Estádio Nacional à loucura! Milhares de adeptos leoninos bradaram a uma só voz e faziam ouvir como nunca os seus cânticos.
Terminado o tempo regulamentar, iniciou-se o prolongamento. Tirando um remate colocado de Nani e a expulsão de Mauro, pouco mais há a acrescentar neste período. Rui Patrício ainda assustou os adeptos e equipa técnica do Sporting quando se lesionou numa jogada já no final do tempo extra. Seguiram-se os penalties e, como se sabe, o Sporting venceu este combate onde, mesmo lesionado, Rui Patrício defendeu uma grande penalidade e ajudou nesta fabulosa vitória da raça e do querer leonino.

Foi assim o jogo da Final da Taça de Portugal no Jamor onde se podem destacar várias notas: a arbitragem pecou para a exigência necessária neste tipo de jogos, onde se pede mais rigor e clareza; o melhor defesa direito do Sporting acabou mesmo por ser Carlos Mané (entraria no decorrer da partida), já que os seus antecessores causaram os dois golos sofridos pelos leões; William Carvalho e André Carrillo estiveram desaparecidos em campo e fizeram uma exibição sofrível, onde só William chegou a recuperar já perto do final; por outro lado, Adrien e Slimani comprovaram ser verdadeiros leões e plenos de garra lutaram com todas as armas para que o resultado se alterasse.

É impossível falar da Final da Taça de Portugal sem referir o fantástico ambiente vivido no Estádio Nacional. Apesar das enormes complicações criadas aos adeptos para entrarem no Estádio, verificou-se «casa cheia» onde reinou a boa disposição entre os adeptos dos dois clubes que, sem quaisquer intrigas, se manifestaram pela sua equipa e não procuraram o conflito, a luta ou a disputa.

Não posso deixar de destacar o fantástico papel da massa associativa do Sporting Clube de Portugal. Verdadeiros leões, nunca deixaram de acreditar que era possível! Resistiram (a grande maioria) de início ao fim de cachecol na mão, coração a saltar e gargantas a gritar, pois confiavam plenamente na equipa «leonina». A “Curva Belíssima” que se apresentou no Jamor tornou-se “Força Brutal” para conduzir esta equipa à glória. A emoção, a alegria e o júbilo sentido pelos adeptos sportinguistas no final do jogo era comprovativo de que o Sporting merece mais títulos, mais frequentes e de maior dimensão! Pelos adeptos leoninos, o Sporting tem que lutar por ser Campeão!